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25/01/2012

Zeppelin, o que veio depois do Pax


Há 79 anos, aterrisava no Campo do Jiquiá, no Recife, pela terceira vez, o dirigível Zeppelin.
 Fonte: http://fernandomachado.blog.br/de-volta-para-o-passado-748/

Campo do Jiquiá, Recife, Pernambuco, Brasil – déc. 1930


Torre do Zeppelin, 2007. - Campo do Jiquiá, Recife.

Vostok I


Vostok I (russo: Восток-I - Leste I ou Oriente I) foi a primeira missão do programa espacial soviético Vostok e a primeira missão espacial tripulada da História. A espaçonave foi lançada do Cosmódromo de Baikonur em 12 de abril de 1961, levando Yuri Gagarin, um cosmonauta e piloto da Força Aérea Soviética, ao espaço.
O voo marcou a primeira vez que um ser humano foi ao espaço exterior e o primeiro voo orbital de uma nave tripulada. Ele consistiu de uma única órbita em torno da Terra, com a duração de 1h 48min entre o lançamento e o pouso. Como planejado, após a reentrada Gagarin pousou separadamente da Vostok, sendo ejetado da espaçonave à cerca de 7000 m de altitude, descendo de pára-quedas na província de Saratov, Rússia.
A Vostok I foi projetada e construída por Sergei Korolev, cientista-chefe da Roskosmos, a agência espacial soviética, sob a supervisão de Kerim Kerimov, general e um dos fundadores do programa espacial. Devido ao segredo mantido na época pela União Soviética sobre seu programa espacial, detalhes da missão só vieram a público muitos anos depois. Na época, o governo havia preparado três comunicados diferentes à imprensa, um para o sucesso e dois para o fracasso.
Em 1957, os soviéticos haviam colocado em órbita o primeiro satélite artificial do mundo, o Sputnik 1, dando início à chamada corrida espacial entre a União Soviética e os Estados Unidos. As duas nações queriam desenvolver seus programas espaciais rapidamente e serem a primeira a colocar um homem no espaço.
O programa soviético criado para isso chamou-se Vostok. Antes do lançamento de Gagarin, foram lançadas várias cápsulas não-tripuladas, entre maio de 1960 e março de 1961, para testar e desenvolver o foguete lançador e a espaçonave, ambos com o mesmo nome. Estas missões tiveram níveis variados de sucessos e fracassos, mas particularmente, o grande sucesso das duas últimas, Korabl-Sputnik-4 e  Korabl-Sputnik-5, abriram caminho para o lançamento de uma cápsula tripulada.

Laika em Moscou


Ainda hoje não sei se eu sou o 'primeiro homem' ou o 'último cachorro' a voar ao espaço.
Yuri gagarin, após dar a volta à terra, 12 de Abril de 1961.

Laika nos céus do Brasil



Jornal do Brasil – 5 de novembro de 1957, primeira página. A passagem do Sputnik pelos céus do Rio de Janeiro, três dias depois do lançamento, foi marcada por manifestações da Sociedade Protetora dos Animais contra a atitude dos pesquisadores soviéticos.

Fonte: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=10451

Laika e o Sputnik



Selo postal da Romênia mostrando Laika.

24/01/2012

A segunda missão Sputnik


File:Laika.jpg
Laika (Лайка), 1954-1957.
Sputnik II (em russo: Спутник-2) foi a segunda missão Sputnik, lançada ao espaço do Cosmódromo de Baikonur em 3 de novembro de 1957 pela URSS. A nave pesava 543,5 kg, e enviou o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika. Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sputnik_II

                              

Sputnik (II)


Foguete propulsor do programa Sputnik I

Sputnik 1 aberto

O Sputnik foi o primeiro satélite artificial da Terra. Foi lançado pela União Soviética em 4 de outubro de 1957 na Unidade de teste de foguetes da União Soviética atualmente conhecido como Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. O programa que o lançou chamou-se Sputnik I. O Sputnik era uma esfera de aproximadamente 58,5 cm e pesando 83,6 kg. A função básica do satélite era transmitir um sinal de rádio, "beep", que podia ser sintonizado por qualquer radioamador  nas frequências entre 20,005 e 40,002 MHz, emitidos continuamente durante 22 dias até 26 de outubro de 1957, quando as baterias do transmissor esgotaram sua energia. O satélite orbitou a Terra por seis meses antes de cair. Apesar das funcionalidades reduzidas do satélite, o programa Sputnik I ajudou a identificar as camadas da alta atmosfera terrestre através das mudanças de órbita do satélite. O satélite Sputnik era pressurizado internamente por nitrogênio, oferecendo também a primeira oportunidade de estudo sobre pequenos meteoritos, detectado através da despressurização interna ocasionada pelo impacto perfurante de um pequeno meteorito, evidenciado através de grandes variações internas de temperatura conforme a pressão diminuía. Tais variações de temperatura refletiram no sinal emitido pelo transmissor que foram monitorados pelo controle do satélite em terra.
(...)
A missão Sputnik I, junto com o vôo de Yuri Gagarin no Vostok I, teve um impacto profundo na história da exploração espacial, foram os eventos que desafiaram os estadunidenses e foram a gota d'água para o lançamento do programa espacial dos EUA objetivando alcançar a Lua.
A Sputnik tornou-se uma lenda e um marco da exploração espacial. Sua história confunde-se com a tenacidade de seu principal engenheiro, Sergei Korolev, que mais tarde foi indicado por Nikita Khruschov, o lider soviético na época, como "engenheiro-chefe" do programa espacial soviético.
A Sputnik provou duas coisas importantes. Em primeiro lugar que era possível colocar em órbita um artefato humano, e em segundo lugar, e mais importante, que era possível colocar seres vivos no espaço, inclusive humanos.

Sputnik





O SPUTINIK E A MÚSICA POPULAR DO NORDESTE
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No dia 4 de outubro de 1957, a então União Soviética enviava ao espaço o primeiro satélite artificial da História, o Sputinik, iniciando a corrida espacial contra os Estados Unidos.
O Sputinik era uma esfera metálica de 83 quilos, dotada de quatro antenas e dois transmissores de rádio. Foi lançado no Cazaquistão, às 2 horas e 28 minutos daquele dia, acoplado a um foguete R7, antecessor do Soyuoz.
Um mês depois do lançamento do Sputinik 1, os soviéticos colocaram em órbita a cadelinha Laika, a bordo do Sputinik.
Nesse mesmo local, quatro anos depois, em 12 de abril de 1961, a União Soviética mantinha a liderança da corrida espacial lançando ao espaço o astronauta russo Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar ao espaço sideral.
Juro que nas noites limpas do Pina, quando o céu era de brigadeiro, procurei em vão com meus olhos de menino essa estranha maquinária flutuando entre as estrelas na abóbada celeste.
Se o Sputinik a mim não se mostrou, inspirou, juntamente com a corrida espacial, a vários compositores e cantores populares do Nordeste, cronistas da sua época, como o paraibano Jackson do Pandeiro e o pernambucano Gildo Branco que os cantaram embalados pelos ritmos nordestinos.
Do primeiro, paraibano nascido na cidade de Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, e cujo nome de batismo era José Gomes Filho, lembro que gravou a toada Eu vou pra lua, de autoria de Luiz de França, falecido em 2007, compositor de jóias do cancioneiro nordestino, como o frevo-de-bloco Panorama de Foliãoe que fazia o programa Repórter da Semana na antiga Rádio Clube de Pernambuco, onde ele misturava o Sputinik com o Graf Zeppelin, fazendo do Campo do Jiquiá, local recifense onde está localizada a única torre de atracagem do dirigível alemão ainda existente no mundo, local de lançamento para as naves espaciais: "Eu vou pra lua, / mamãe eu vou morar lá, / pego o meu Sputinik no Campo do Jiquiá".
Consta que Jackson do Pandeiro, quando menino, queria tocar sanfona, um instrumento caro para a família pobre poder comprar. Terminou tocando pandeiro para acompanhar a mãe, que era cantadora de côco. O nome artístico vem do ator de faroeste americano Jack Perry, do qual era fã. Jackson do Pandeiro morreu em Brasília, no dia 10 de julho de 1982.
Do segundo, lembro do frevo A Lua Disse, sucesso do carnaval pernambucano de 1962, na voz de Evaldo França: "Gagarin subiu, subiu, subiu, / foi até o espaço sideral, / chegou perto da lua e sorriu, / vou embora pro Brasil que o negócio é carnaval. / A lua disse: "Não vá, demore mais, / pois ouvi que lá na Terra querem me passar pra trás" / Mas o Gagarin não ligou e deu no pé: / "Vou mesmo pro Brasil, eu quero é conhecer Pelé".
Gildo Branco nasceu no Recife, em 27 de julho de 1921, em uma família de músicos flautistas. Era irmão de Aline Branco, famosa cantora da Rádio Clube de Pernambuco, na década de 30. Compositor de frevos-canções, morreu na capital pernambucana, no dia 7 de junho de 1979.
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Clóvis Campêlo
Recife, 2008

Fonte: cloviscampelo.blogspot.com

Ary Lobo - Eu Vou Prá Lua