Postagens Recentes

28/06/2013

Lançamento do novo romance de Markus Zusak, "A garota que eu quero" (Blog da Editora Intrínseca)



Autor de Eu sou o mensageiro e A menina que roubava livros, Markus Zusak terá seu terceiro romance, A garota que eu quero, publicado no Brasil em julho. O livro foi lançado originalmente na Austrália, em 2001, com o título When dogs cry — nos Estados Unidos, Getting the girl saiu em 2003. O autor australiano está agora finalizando seu próximo livro, o aguardado Bridge of Clay, que também será publicado pela Intrínseca.
A garota que eu quero conta a história de Cameron Wolfe, o caçula de três irmãos e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e com uma garota nova a cada semana. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e ele gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele?
Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.

Fonte: http://www.intrinseca.com.br/blogdasseries/2013/06/a-garota-que-eu-quero-novo-livro-de-markus-zusak-em-julho/

24/06/2013

[RESENHA] Uma Garrafa no Mar de Gaza - Valérie Zenatti



                                                 CARTAS ENTRE O ORVALHO DA MANHÃ E O PARAÍSO
Conheci este livro através de um blog, As Envenenadas pela maçã, na coluna de adaptações para o cinema, e quis muito poder assistir ao filme, produção franco-israelense, estrelado por Agathe Bonitzer e Mahmud Shalaby. Aqui na cidade não é tão frequente a exibição de filmes europeus, e quando tem, é em sessão de arte. 

  Não gosto muito de filmes inspirados em livros, a não ser que seja algum que eu leia milhares de vezes por ser maravilhoso, e queira conferir o meu livro favorito nas telas. A este, assistiria.

  Como aprendi a lidar e gostar de assuntos que tenham relação com Israel e o Holocausto, corri para comprá-lo, e adorei. 

14/06/2013

[RESENHA] Coisas que Ninguém Sabe - Alessandro D'Avenia



                                     DORES E AMORES DE UMA PÉROLA 

  
  Nunca tinha lido nada de literatura 
italiana, mas há muito tempo adoro a sonoridade e a pronúncia do idioma do País da Bota.
  O contato  com a narrativa do Alessandro me deixou, literalmente, nas nuvens. Não consegui parar de ler um minuto, e quando parava, de vez em quando, retomava logo. 
  O livro conta a história de Margherita, a protagonista de 14 anos, e os seus dissabores e alegrias no começo das mudanças da adolescência e a nova etapa na vida escolar.
  Margherita sente medo, pois além de não saber como será esta brusca transformação, seu pai abandona a casa, deixando sozinhos sua filha, sua mulher e seu filho caçula. 


10/06/2013

Notas do set de A Menina que Roubava Livros (Blog da Editora Intrínseca)


A jaqueta que circulou pelos estúdios Babelsberg, em Berlim. A peça que Markus Zusak levou com ele na volta para Austrália será um presente para seu pai.
Markus Zusak voltou de Berlim com duas novidades para compartilhar com seus leitores. A foto acima, que não deixa dúvidas de que o novo clássico A menina que roubava livros está muito perto de ganhar as telas, e a certeza de que “não importa quão diferente o filme fique do livro, eles terão o mesmo sentimento. O que mais eu poderia pedir?”.
Eu seu tumblr, Zusak informou que as filmagens em Berlim já foram finalizadas e que sua incrível experiência no set o levou a algumas conclusões (descritas abaixo como nos velhos tempos):
QUATRO PEQUENOS FATOS SOBRE AS FILMAGENS EM BERLIM *
1 – O elenco foi brilhante.

2 – Michael Petroni deu tudo de si no roteiro, que foi escrito com o amor e a coragem necessários para tomar as decisões difíceis.

3 – A Himmel Street realmente é a cara da Europa; tem a aparência e a sensação exatas.

4 – Brian Percival é claramente o diretor mais amado do mundo…
Com estreia prevista para 2014, a adaptação cinematográfica do romance será dirigida por Brian Percival (Downton Abbey) e estrelada por Sophie Nélisse (Liesel Meminger), Geoffrey Rush e Emily Watson.

09/06/2013

Il Postino #4


Livros que comprei hoje, 09/06/2013, Livraria Cultura de Recife.

1. Uma Garrafa no Mar de Gaza, Valérie Zenatti. Editora Seguinte.
2. O Teorema Katherine, John Green. Editora Intrínseca.
3. Coisas que Ninguém Sabe, Alessandro d'Avenia. Editora Bertrand Brasil.
4. Eu e Você, Niccolò Ammaniti. Editora Bertrand Brasil.
5. A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón. Editora Suma de Letras.
6. O Príncipe da Névoa, Carlos Ruiz Zafón. Editora Suma de Letras.
7. Marina, Carlos Ruiz Zafón. Editora Suma de Letras.

26/05/2013

[RESENHA] O Fio - Victoria Hislop


                                                                        
SIEMPRE THESSALONIKI 

  A sinopse deste livro já tinha me encantado desde o lançamento, em fevereiro, mas só pude começar a lê-lo recentemente, e é incrível como a Victoria conseguiu me prender com a narrativa, rápida e detalhada, além de realmente apaixonante. 
  Um pequeno trecho, antes do prólogo, foi o que me fez, de verdade, amar a capacidade da autora de contar uma história maravilhosa em meio às guerras do começo e meio do século XX.
  Um casal de idosos está sentado em um café da cidade, e seu neto os vê, vai falar com eles. Mitsos está na cidade por um ano, para estudar. Quer saber por que os seus avós não saem de Tessalônica, e conhecer sua história. De repente, o rapaz nota um cego do mesmo lado da rua. Depois de ajudá-lo a atravessar, o rapaz ouve palavras que o fazem pensar pela primeira vez na mágica do lugar.

  "— Você sabe que o mar está logo ali, não é?
   — Claro que sei. Ando por aqui todos os dias.
   (...) 
   — Não seria mais seguro ir a um lugar com menos gente? — perguntou Mitsos. 

   — Seria, mas aí eu estaria perdendo isso tudo... — respondeu ele.

   Fez um gesto largo indicando o mar em volta e a baía em curva que se estendia num semicírculo diante deles, e então apontou para a frente, na direção das montanhas cobertas de neve a cem quilômetros dali, do outro lado do mar.
   — O monte Olimpo. Esse mar sempre diferente. Os petroleiros. Os barcos de pesca. Sei que acha que não enxergo isso, mas já enxerguei. Sei que estão ali. Ainda os guardo na retina, e sempre os guardarei. E não é apenas o que se vê. Feche os olhos.
   (...) 
   E naquele momento, quando o seu mundo escureceu, Mitsos sentiu seus sentidos se aguçarem. Os barulhos ficaram ensurdecedores, e o calor do sol em sua cabeça quase o fez desmaiar.
     — Fique assim — insistiu o cego quando Mitsos sentiu que ele o largava por um momento. — Só por mais alguns minutos.
      (...)
    Sem abrir os olhos, Mitsos podia dizer que o homem estava sorrindo.
    (...)
   — E você se dá conta de que é diferente todo dia? Todo santo dia. No verão, o ar é muito parado, e o mar, muito liso, parece óleo, e sei que as montanhas somem na névoa. O calor reverbera nessas pedras e eu o sinto na sola do sapato.
   Os dois estavam parados diante do mar. Aquela não podia ser descrita como uma típica manhã tessalônica. Como dissera o homem, nunca havia um dia igual ao outro, mas havia uma constante no panorama que se estendia diante deles: um sentido de história e atemporalidade. (HISLOP, p. 16-17.)"
  
  Quando Mitsos volta, Katerina, sua avó, começa a contar a história, junto a seu avô. 
  Em 1917, em meio à guerra, houve um incêndio, que destruiu toda a cidade. Enquanto isso, seu avô vinha ao mundo, e Konstantinos, o pai, não se preocupou nem um pouco com a saúde da mulher e do filho, e se o fogo havia consumido a rua onde moravam. Corria à loja de tecidos com o irmão, Leonidas. 
  A mansão do casal fora destruída, assim como a loja, e mudaram-se para outro bairro, onde viviam judeus, muçulmanos e cristãos. Sinagogas, igrejas e mesquitas de toda a cidade desapareceram nas chamas. 
  Konstantinos começa a reconstruir a loja, sem ficar em casa, estando em um hotel e raramente visitando a mulher, Olga, e o filho. Quem mais os visita é seu irmão, que tem uma forte afeição pelo sobrinho. 
  No bairro, Olga, assim que chega, reencontra os antigos vizinhos, a família Moreno, sefaradita vinda de Granada há muitos anos para Tessalônica, e a família Ekrem. 
  1922. Leonidas, oficial do exército, vai à Turquia lutar pelo país, e chega na cidade de Esmirna. Lá, começa uma outra guerra, turcos e gregos morrendo de todos os lados. 
  Na confusão, ele reflete sobre suas ações, e nesse ínterim, encontra Katerina, uma menina de cinco anos que se perdeu da mãe e da irmã enquanto estavam prestes a embarcar para Atenas. Ele percebe que há uma queimadura no braço da menina, e faz-lhe um curativo com a manga da camisa, e pede a uma mulher que a encaminhe para um bote.
  Adorei o jeito como Leonidas é diferente do irmão, e a maneira como a autora construiu todos os personagens é impressionante, para mim foi difícil deixar o livro de lado, embora só tenha retomado a leitura alguns dias depois.
  Quando está no navio, Katerina fica com uma senhora chamada Eugenia, que tem duas filhas. Katerina logo faz amizade com elas, ansiosa por reencontrar a mãe e pensando que o navio chegará em Atenas. 
  Chegam em Tessalônica, e conseguem um lugar para morar, pois Eugenia diz Katerina como sua filha. A família que morava na casa antes era os Ekrem, na mesma rua de Olga Komninos. Apesar da tristeza por não estar em Atenas, Katerina se acostuma com a vida na cidade e fica amiga de Dimitri, filho dos Komninos, e de Elias, caçula dos Moreno. 
  O pai de Elias tem uma alfaiataria, para a qual quem fornece os tecidos é Konstantinos. Os anos passam, e Katerina, filha de costureira, começa a treinar novamente sua costura com a mãe de Elias, Roza. Consegue um trabalho na empresa dos Moreno. 
  Mesmo longe da mãe, envia-lhe cartas, na esperança de que ela lhe responda. Um dia, isso acontece, e passam a se corresponder, embora nunca se encontrem.
  Em 1941, os alemães invadem o país. Chegam muitos oficiais na alfaiataria, pedindo que os Moreno lhes façam uniformes, e a família consegue viver por algum tempo sem   passar fome. 
  Dimitri partiu para longe, aderindo aos comunistas, para tentar salvar o país. Seu pai não aceita a decisão dele, e a partir daí começa uma batalha sem fim contra o filho. 
  Roza Moreno, para esconder os pertences judaicos da casa, pede a Katerina que costure colchas e almofadas, sendo ao mesmo tempo decoração da casa e ocultando os objetos preciosos. A descrição desta cena é o trecho no começo do livro, e é tão envolvente quanto a história.
  O tempo passa e têm a ordem de vestirem estrelas-de-davi amarelas nas roupas, sem saber do que se trata, além de algumas vezes terem a fachada da alfaiataria pichada. Recebem, tudo comunicado pelo rabino, a notícia de que vão morar na Polônia, com promessas de trabalho e condições de vida, distante da guerra. Elias não parte, pois estava com Dimitri desde o começo na luta em defesa da Grécia. 
  Chega ao país depois de dois anos, e percebe que os pais se foram. Antes, oficiais alemães invadiram a casa da família e destruíram a mobília. Já se falava no plano da Alemanha estar se concretizando, com judeus sendo mortos em câmaras de gás. Assim que sabe dessa notícia, resolve ir embora para a Palestina, lugar onde teria segurança. 
  O romance é o fio entre as famílias de Katerina e Dimitri, e todos da rua onde moram. A mistura de crenças é algo encantador, que faz a história cada vez mais surpreendente.
  Soube que não erraria comprando este livro desde a primeira vez em que o vi como lançamento do começo do ano da Intrínseca. E a autora me confirmou isso, e me deu um prazer imenso na leitura, apesar de todo o mal das duas guerras entrelaçadas à história das famílias dos protagonistas. O final é tão encantador quanto o começo. 
               


Título Original: The Thread
Autora: Victoria Hislop
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Editora: Intrínseca
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 365
ISBN: 978-85-8057-298-8
Classificação: 







Sobre a autora



  Victoria Hislop é escritora e jornalista. Escreve artigos sobre   viagens para o The Sunday Telegraph, artigos sobre educação para o Daily Telegraph e diversos artigos generalistas para a Woman & Home. Actualmente, vive em Kent com a sua família. Depois de publicar o seu primeiro romance, "A Ilha", Victoria Hislop foi aclamada pela crítica e acarinhada por milhares de leitores.  


  

  
  
  


23/05/2013

Pergunta-me (Mia Couto)


"Pergunta-me" 

Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda 
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue

Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos


Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser

se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente

Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer

- Mia Couto -
Do livro "Raiz de Orvalho e outros poemas"


            Da página do Facebook: Flores e Poesias



19/05/2013

eu reformado



ser ainda
ser ainda

eu reformado me confesso
por ainda estar vivo
quando deveria ter morrido
no exacto instante em que deixei de trabalhar

eu reformado me confesso
por receber mensalmente uma pensão
(já ratada à má fila)
para a qual descontei todos os meses dos muitos anos que trabalhei
entregando parte do meu ganho
aos que em mim confiaram e eu neles confiei

eu reformado me confesso
por ter sempre vivido do salário ganho em cada dia
gastando o que tinha e não mais do que podia
se economias tenho e delas me sirvo
pelas poupanças peço perdão
pois se não fossem elas difícil seria continuar vivo

eu reformado me confesso
por todos os dias sentir que já não estou tão saudável
e que a doença não me faz mal a mim
mas à sustentabilidade do sistema de saúde
que alguns só concebem para pessoas sãs que não causam despesa
o que me põe ainda mais doente

eu reformado me confesso
por ter tido filhos
os ter criado, educado, formado, preparado
para produzirem riqueza neste que é o seu país
e continuar hoje a ajudá-los na criação dos meus netos
que empregos não há para o esforço que fiz

eu reformado me confesso
p r o f u n d a m e n t e r e v o l t a d o
por me roubarem sem nunca ter roubado
desse crime me confesso e peço perdão
nunca roubei, isso não

(António José Cravo)

12/05/2013

[RESENHA] A Culpa é das Estrelas - John Green




 

 A BELEZA DE UM INFINITO 
Decidi-me por comprar este livro após algum tempo, tendo lido a resenha em um blog, não sabendo do que se tratava. Não queria, de início, ler um romance que contivesse uma história como a da Hazel e do Augustus, pois me emocionei muito com o filme Jogo da Vida, baseado em um romance europeu, coincidentemente holandês, do autor Jacques Vriens, sobre uma garota que descobre ter leucemia aos 14 anos. 

  Na livraria, notando o livro pousado em uma mesa, percebi um comentário na capa. Do primeiro autor cuja obra me atrevi a fazer uma resenha, Markus Zusak. Por que não, diante de uma opinião tão persuasiva?