_voámos_

voámos de novo
numa madrugada clara
libertos de vendas
grilhetas e guerras

sonhámos um país novo
um país puro e limpo
feito de manhãs eternas

quisemos a utopia
guardada tantos anos
nos baús de acesso restrito

voámos
demos as mãos
mais que amigos
dissemos: irmãos

corremos 
chorámos
beijámos

dissemos:
a paz
o pão
habitação

continuamos
porque ainda se não cumpriu
aquilo com que sonhámos

em abril a 25
(António José Cravo)


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