A Lisboa Ultramarina (I)


06
Pintura de Romero de Andrade Lima
http://www.romerodeandradelima.com.br/ral/galeria11_ariano/pages/06.htm
Exposição "Memória Armorial", em homenagem ao seu tio e padrinho Ariano Suassuna
Outubro/09
Artur Afonso


Ao meu caro amigo Infante Dom Artur Afonso

Artur... Meu Dom Sebastião...
Alumioso... Encantado... 
Perdido nas Areias Inclementes de Alcácer-Quibir... 
Quanto esperam Portugal e Brasil pelo teu regresso... 

Creio que parto incontinenti, na primeira nau, 
Para o Estreito de Gibraltar... 
Teu Cervantes pai, Nadir Afonso, não há de expulsar-me
Do nobre clã dos Afonso, descendente 
Do primeiro Rey de Portugal, Dom Afonso Henriques.

Levarei apenas minha chávena de chá, 
A tira de couro com que prendo meus livros preferidos, 
A pena, a tinta, o papiro e duas mudas de roupa de montar. 

Chegarei, 
Passo antes no País Basco. 
Falarei com Unamuno, escutarei Calderón de la Barca.
Aguarda-me. 
"A vida é sonho, e os sonhos, sonhos são." 

Da Infanta da Casa de Dom Jerónimo de Albuquerque, 
com os cumprimentos da sua mãe marana, Sarah d'Albuquerque Maranhão Bezerra Valle. 

Letícia d'Albuquerque Maranhão  Valle.

Recife, XXVIII/XII/MMXII. 


                                      Lisboa antiga - Praça do Comércio vista do Rio Tejo 
                                                    viladobispo-fotosantigas.blogspot.com

Um comentário :

  1. Oi, Letícia!
    Como sempre, mais uma ótima poesia. Sentimentos de amor ou amizade sempre são ótimos propulsores para a inspiração.
    Beijos!

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